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Hai Tong  ( 系 統 )

“A Importância do Sistema”

“A Importância do Sistema”

O conceito de Hai Tong, profundamente enraizado na cultura chinesa, reflete a preocupação da tradição chinesa em compreender e explicar como os processos e as condições podem afetar a propensão de eventos ou fenômenos. Esse enfoque oferece uma análise meticulosa dos efeitos das influências externas sobre os acontecimentos.
 
A palavra "Hai" (系) sugere a ideia de sucessão e relação, como se estivéssemos esticando uma linha para conectar eventos. Enquanto "Tong" (統) evoca a imagem de um fio resistente e a noção de nutrição, indicando ordem e sistema.
Desde os primórdios, o pensamento chinês demonstrou um desejo intrínseco de sistematização. Esse desejo está profundamente relacionado à compreensão do funcionamento do mundo, que se baseia na união e interdependência de polos opostos, como o Yin e o Yang.
 
Dado que a evolução natural das tendências é constantemente mutável e não pode ser completamente modelada, a abordagem chinesa adotou o trabalho com variáveis. Em vez de criar uma teoria das formas fixas, os chineses desenvolveram um sistema das diferenças.
Em vez de buscar traços comuns e estáveis, os chineses se concentraram na exploração das possibilidades de mudança. Isso significava que eles se apoiavam no potencial das situações e reconheciam que o único sistema concebível é aquele que leva em conta a variabilidade intrínseca dos fenômenos.
 
Assim, o conceito de Hai Tong nos lembra da abordagem chinesa única para compreender o mundo, enfatizando a importância das relações, da ordem e da adaptação às mudanças constantes que caracterizam a vida e os eventos. É uma lição valiosa que nos convida a considerar não apenas o que é constante, mas também o que é mutável e como podemos navegar habilmente nesse complexo tecido de relações.

Valorizar aquilo que ainda ninguém valoriza

 Grão Mestre Moy Yat (1938-2001) 

“Kung Fu sem Hai Tong (Sistema) não é Kung Fu; Kung Fu que depende de um Hai Tong (Sistema) não é bom Kung Fu”.

Sistema Ving Tsun

O Ving Tsun, também conhecido como Wing Chun, é um sistema de Kung Fu amplamente reconhecido em todo o mundo, notavelmente por ser o estilo de artes marciais praticado por Bruce Lee. A fundação desse sistema é atribuída a Yim Ving Tsun e é composta por seis domínios principais: Siu Nim Tau, Cham Kiu, Biu Ji, Mui Fa Jong, Luk Dim Bun Gwan e Baat Jaam Do.
 
Na antiga China, a arte de criar listas para o desenvolvimento do Kung Fu estava presente em várias áreas, incluindo pintura, música e artes marciais. O uso de dispositivos corporais desempenha um papel crucial na percepção de sinais sutis e na fluidez das tendências. Aqueles que conseguem antecipar uma tendência têm uma vantagem significativa.
 
A valorização da simbologia do combate é uma tradição antiga na China, vista como uma experiência que lida com a proximidade da morte. Isso nos oferece a oportunidade de dar significado e reinterpretar cada experiência vivida.
 
Esses dispositivos corporais de combate simbólico, que têm suas raízes na conduta feminina, conhecida como chi jit, permitem o desenvolvimento da capacidade de adaptação. Essa habilidade transforma a força do adversário em potencial a ser explorado. Na dinâmica fluida da relação entre o praticante e o oponente, surgem inúmeras possibilidades a serem exploradas, refletindo a filosofia profunda por trás do Ving Tsun. Essa abordagem não apenas fortalece o corpo, mas também a mente, incentivando a flexibilidade e a adaptação diante de desafios. É uma arte marcial que vai além da mera técnica de combate, oferecendo uma visão profunda sobre a natureza das relações e da percepção.
 Não se deve pretender diretamente o efeito desejado (pois isso implica forçar, e o resultado será precário),mas,antes,fazer com que este efeito possa decorrer,por iniciativa própria,como simples conseqüência, das condições preparadas (também idéia inicial de Kung Fu 功 夫)

Os Níveis do Sistema Ving Tsun

Ving Tsun Experience

O Sistema Ving Tsun é verdadeiramente singular em sua abordagem, pois oferece uma maneira única de desenvolver o ser humano através da experiência marcial. Ving Tsun não se limita apenas ao aspecto físico das artes marciais, mas busca estender sua influência para a vida cotidiana e a consciência estratégica.
 
Uma das características distintivas do Ving Tsun é a simplicidade e a sofisticação de seus movimentos. Ao invés de depender da força bruta, esse sistema de Kung Fu enfatiza a inteligência e a estratégia. Ele ensina como aproveitar a energia e o movimento do oponente, transformando a força do adversário em uma vantagem própria. Isso não apenas torna o Ving Tsun eficaz em situações de combate, mas também o torna aplicável em muitos aspectos da vida.
 
Os princípios do Ving Tsun, como economia de movimentos, fluxo constante e foco na eficiência, podem ser aplicados à resolução de problemas, tomada de decisões e interações sociais. Ele promove a autodisciplina, a paciência e a concentração, qualidades que são valiosas não apenas no contexto das artes marciais, mas também no desenvolvimento pessoal e profissional.
 
Concebidos pela Yim Ving Tsun esses domínios são: Siu Nim Tau, Cham Kiu, Biu Ji, Mui Fa Jong, Luk Din Bun Gwan e Baat Jaam Do.
Em 1973, o Moy Yat Ving Tsun chegou ao Ocidente, especificamente nos Estados Unidos da América, marcando o início de uma jornada inovadora na divulgação do tradicional Sistema Ving Tsun de Kung Fu. Isso se deveu em grande parte à visão pioneira do Patriarca Moy Yat, que inaugurou um novo caminho para aqueles que desejavam mergulhar nesse sistema de artes marciais.
 
Com o tempo, esse caminho inovador foi nomeado pelo Grão-Mestre Leo Imamura como "Ving Tsun Experience". Este programa representa uma experiência marcial aberta à sociedade em geral, proporcionando uma maneira única de se envolver com o tradicional Sistema Ving Tsun. Durante o Ving Tsun Experience, os aprendizes têm a oportunidade de vivenciar as nuances e as naturezas dos diferentes níveis do sistema tradicional de forma adaptada e sintetizada, atendendo às demandas do mundo moderno.
 
Após completar o período do Ving Tsun Experience, o praticante é convidado a ingressar no tradicional Sistema Ving Tsun, mergulhando mais profundamente nos ensinamentos e técnicas dessa arte marcial ancestral. Essa abordagem inovadora tornou o Ving Tsun mais acessível e relevante para uma nova geração de praticantes, ao mesmo tempo em que preserva a essência e a tradição desse sistema de Kung Fu que possui raízes profundas na cultura chinesa.

Siu Nim Tau

O primeiro aspecto fundamental do Sistema Ving Tsun (Wing Chun) assume um papel de destaque, uma vez que ele serve como o alicerce de toda a arte. Ele introduz o conceito da "linha central," compreendendo que controlar o centro proporciona uma vantagem estratégica. A posição consciente, utilizando alavancas, já contém em si um potencial de força significativo.
 
"Siu Nim Tao" representa a primeira forma no sistema Ving Tsun Kung Fu. A tradução de "Siu Nim Tao" pode ser interpretada como "Pequena Ideia" ou "Pequena Imaginação". Essa forma estabelece os fundamentos essenciais para que um praticante de Ving Tsun aprenda os movimentos adequados das mãos e as técnicas necessárias para aplicações posteriores. A prática desta forma é realizada em uma postura altamente controlada.
Uma vez que se tenha absorvido o conceito da "linha central," o desafio passa a ser o ajuste constante para lidar com as flutuações na distância, mantendo sempre o controle do centro. A construção de uma "ponte" com o adversário proporciona a capacidade de antecipar seus movimentos. É uma coordenação fundamental entre pernas e braços que visa o equilíbrio do corpo.
 
A segunda forma no sistema Ving Tsun é o "Chum Kiu", que se traduz como "Buscando a Ponte". Além de ensinar várias técnicas de mão, o Chum Kiu introduz aos praticantes o desenvolvimento inicial do trabalho de pés apropriado e a habilidade de fechar a distância entre eles e o oponente. Ao contrário do Siu Nim Tao, o Chum Kiu é praticado com movimentos corporais dinâmicos em vez de uma postura estática.

Cham Kiu

Este domínio prepara os praticantes para situações de emergência, ensinando-os a recuperar o controle central com a energia adequada e no momento certo após uma perda.
 
A terceira e última forma de mão no sistema Ving Tsun é conhecida como "Biu Jee," que se traduz como "Empurrar os Dedos". Essa forma é aplicada como uma técnica de emergência para retomar o controle da linha central. No entanto, o significado de "Biu Jee" vai além de apenas empurrar os dedos, uma vez que esta forma inclui trabalho adicional com os pés e a introdução de várias novas técnicas de mão.

Biu Ji

Mui Fa Jong

Uma vez que os praticantes tenham dominado a trilogia fundamental, eles podem aprimorar ainda mais suas habilidades por meio da prática com dois dispositivos: o "Muk Yan Jong" e o "Geuk Jong".
 
O termo "Muk Yan Jong" se traduz literalmente como "Homem de Madeira" e é considerado uma ferramenta de treinamento fundamental para a prática de todas as técnicas de mãos e pés aprendidas nas três formas anteriores. Esta forma é executada em um manequim de madeira especial, equipado com três braços e uma perna, projetado para simular um oponente real.

Luk Dim Bun Gwan

Ao adentrar o estudo das armas no Sistema Ving Tsun (Wing Chun), a configuração estratégica do bastão longo enfoca o desenvolvimento da habilidade de antecipar as tendências.
 
Luk Dim Boon Kwun se traduz como "Pólo de Seis Pontos e Meio". Neste contexto, os "pontos" referem-se às técnicas que envolvem o uso de uma vara longa. Esta forma também incorpora um estilo de movimentação peculiar e uma postura fundamental, ambos essenciais para manobrar o bastão longo com precisão.

Mui Fa Jong

O último domínio, que envolve o uso das facas, desenvolve a capacidade de se adaptar a todas as possíveis variações.
 
A forma final e mais avançada é conhecida como "Baat Cham Dao", que se traduz como "Faca de Oito Cortes", representando o número de técnicas abordadas. O "Baat Cham Dao" é ensinado apenas aos alunos que tenham demonstrado proficiência em todas as técnicas e formas anteriores.

A Experiência de Sifu Monnerat no VT Experience

O símbolo da Linhagem Moy Yat, - originalmente da Família Moy Yat -, é a flor de ameixeira (em chinês, no dialeto cantonês, mui fa) vermelha. O formato de cada pétala da flor tem um desenho único e estilizado, representando seu aspecto natural. Criado pelo próprio Patriarca Moy Yat (9GVT), esta flor tem no centro o caractere Yat 逸, em branco, que foi estilizado para representar as estruturas centrais de uma flor de ameixeira real.

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